27 de julho de 2017

Criando um ser vivo adaptado ao planeta Júpiter


Criando um ser vivo adaptado ao planeta Júpiter





Introdução


            O planeta Júpiter é o maior do sistema solar, cabem mais de mil planetas Terra (considerando somente o volume, 1300 Terras) em seu interior. Júpiter é um planeta gasoso, tem várias camadas atmosféricas cada uma totalmente diferente da outra: Há nuvens e tempestades de amônia e vórtices elétricos, em outra temos um fluido de hidrogênio e hélio, não há superfície sólida ou rochosa e etc. Daria pra ficar uma vida inteira estudando só Júpiter.
Nele não há vida (até onde sabemos), mas isso pode ser uma condição temporária, se por pura diversão ou por um motivo mais nobre, criarmos vida em laboratório para habitar a atmosfera do gigante gasoso do sistema solar e talvez outros mais.







Há 37 anos, na série Cosmos, Carl Sagan imaginou formas de vida completamente diferentes de tudo o que existe na Terra, como por exemplo um ser gigantesco e imóvel em forma de balão que se beneficiaria da atmosfera mais densa das camadas altas de Júpiter.





Criaturas simples como estas já existem no planeta Terra, porém habitam os oceanos, são as Medusas ou Águas Vivas. São chamadas de águas vivas pois são 99% compostas por água, que é o meio no qual estão inseridas. 



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Ser vivo adaptado à Júpiter

Para sobreviver em Júpiter, vou dar prosseguimento ao que Carl Sagan imaginou, pensando num ser em forma de balão, e composto praticamente por hidrogênio molecular (H2) e/ou Hélio. Esta composição torna-o, assim como a Água-Viva, um organismo adaptado ao meio em que vive.


Como não há animais, nem plantas e muito menos uma fonte de alimento para tais seres, e por serem os primeiros seres vivos inseridos no planeta, se faz necessário que estes sejam autotróficos, assim como as plantas são ou obter alimento de algum organismo que o seja. É muito interessante imaginar uma criatura tão simples e ao mesmo tempo ter capacidade de realizar fotossíntese ou outro tipo de mecanismo que conceda nutrientes para manutenção da existência da criatura enquanto viva, como por exemplo ocorre em águas-vivas que vivem em simbiose com algas, que fornecem energia para a Medus, quando estão num lugar iluminado






Imagino primeiramente o exterior da criatura, com uma fina pele contendo células sensíveis à luz e temperatura, num sistema nervoso semelhante à das Medusas em nosso planeta. Abaixo desta camada de pele, uma camada delgada de músculo, capaz de contrair e expandir o corpo abaloado, fazendo movimentos tais que impulsionam para frente o corpo todo do ser vivo, tirando e colocando gás hidrogênio e hélio.



A alimentação desta criatura viria ou de algum ser vivo autotrófico vivendo em simbiose em seu interior ou viria de algum mecanismo fotossintético de obtenção de energia, semelhante à fotossíntese observada em algas, em nossos oceanos. Alguns estudos seriam necessário para ver qual das duas opções valeria mais a pena, mas pelo volume do planeta, é certo que criatura nenhuma teria a capacidade de modificar completamente a atmosfera do planeta, tal como ocorreu na Terra, pois Júpiter é muito maior (seu volume é muito, mas muito mesmo, maior que o da Terra).





A reprodução desta criatura poderia ser semelhante à de criaturas simples também, tanto sexuada como assexuada, porém quanto a esta opção não vejo necessidade de reprodução se for possível criar uma criatura imortal, no sentido literal do termo. Mas prefiro um ser que se reproduza e seja também imortal, assim ao lançar uma população pequena na atmosfera do planeta, cerca de 100 indivíduos, em um curto espaço de tempo seria possível ver uma proliferação crescente da espécie, tornando Júpiter um planeta com vida, e assim nossos exobiólogos teriam algo a mais para estudar.



Se não há vida fora da Terra no sistema solar, então que façamos nós mesmo o que a natureza não teve oportunidade de fazer até o momento.



2 comentários:

  1. É possível dividir Júpiter em 4 camadas: o núcleo sólido de gelo, rocha e metais (de tamanho similar ao da Terra), revestido por uma imensa esfera de hidrogênio metálico em estado líquido (3.900.000 atm)com altíssima condutividade elétrica na parte próxima à camada superior, composta de hidrogênio em estado líquido (similar ao combustível usado em foguetes). A parte superior gasosa seria instável de mais para um ser vivo como o descrito, devido as descargas elétricas poderosas e a constante e brutal movimentação do "ar" atmosférico.

    Concluo que um ser vivo nesse planeta deve ser extremamente resistente à pressão e danos mecânicos, e definitivamente se alimentariam de eletricidade, assim como esses seres: https://www.youtube.com/watch?v=3j_gJ2teK5E

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    1. Exatamente, deve ser muito resistente, tanto quanto um animal na Terra é em seu habitat. Sem dúvida alguma seria ótimo para o organismo se alimentar de eletricidade, porém ao mesmo tempo se ele está inserido num ambiente com alta condutividade elétrica deveríamos pensar numa pele isolante para que a energia não saia para o exterior do animal por condução devido às diferenças de potencial elétrica sentida pelo animal ao se locomover ou mesmo parado conforme o campo elétrico se altere por condições exteriores e ambientais.
      Agradeço o comentário e fiquei fascinado pela ideia. Não havia me ocorrido ainda.

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